Escrito por Priscilla

Bate-Papo com Alexandra Loras, consulesa da França

alexandra-priscilla

Se você chegou nesse post para ler sobre dicas turísticas da França, ou o mundo de glamour de uma consulesa, já te aviso: vai se decepcionar. Eu comecei a escutar sobre a Alexandra Loras na época do Carnaval quando a Vai Vai homenageou a França e ela foi capa da Vejinha São Paulo nessa matéria aqui.

Achei ela uma personagem curiosíssima. Personagem não. Gente de carne e osso.

Quando o pessoal da Puket me chamou para o lançamento da campanha Meias do Bem (leia mais aqui) confesso que a curiosidade sobre a Alexandra me fez ir ao evento. Afinal não é todo dia que você tem a oportunidade de ir na casa de uma consulesa.

Consegui conversar com ela por 10 minutos. Ela é bem despachada, atende todo mundo, dá atenção às pessoas e não tem pudores em falar o que pensa. Mas não pensem que ela é uma dessas pessoas polêmicas para chamar a atenção. Não. O negócio dela é usar a mesma energia que a tirou do pior gueto de Paris, onde ela nasceu, para ajudar outras pessoas por todo o mundo.

Mais que isso. Tem uma coisa com a qual me identifiquei imediatamente. A Alexandra não tem paciência para ser a coitadinha. Ela é o tipo de pessoa que vai à luta. O tipo de pessoa que eu gosto porque sou assim. Claro, sou loira e nunca vivi em um gueto. Mas com todas as dificuldades que já enfrentei na vida nunca me abati e segui em frente. Mas tem gente que ainda acha que isso é sorte.

Bom, veja abaixo o que a Alexandra me falou:

Sobre o Brasil

“O Brasil promoveu uma mudança muito grande em mim, psicológica e espiritual. Este país se tornou um palco para mim. Nele me senti muito empoderada a falar sobre as causas que acredito, sobretudo a questão do racismo”

Sobre o sistema

“Meu filho tem 4 anos e já demonstra racismo para algumas coisas. Mesmo a mãe dele sendo negra e ativista. Afinal o sistema é mais forte que eu”

Sobre o retorno para Paris

“Não quero voltar. Quero ficar aqui.”

Sobre ir além

“Eu cresci no pior gueto de Paris e sabia que para eu poder me desenvolver, precisava sair da França. Fui ser Au Pair em outros países e foi a melhor coisa que eu fiz. Se posso dar um conselho às pessoas da periferia do Brasil é que busquem uma oportunidade de morar fora”

Sobre Paradigmas

“Quebrar paradigmas não se refere apenas à raça, mas também ao sexo. Por exemplo. Existem programas de Au Pair para meninos”

Sobre Preconceito

“O lugar que menos senti preconceito foi nos Estados Unidos pois lá negros representam várias raças. Por exemplo, o Barack Obama não é o presidente dos negros, mas de todas as raças daquele país. lá há negros que representam o poder econômico, o poder da mídia, entre outros”

Cotas

“Não é a melhor solução, mas ainda é a única solução”

Aqui um video de um dos trechos da entrevista

 

 

Para ler mais informações úteis, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

  1. Avaliação geral:

COMENTÁRIOS

  1. Pingback: Tudo sobre a Campanha Meias do Bem - As Cidades de Priscilla

Deixe seu comentário

Enviar